| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Trochilinae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | S. lalandi |
O beija-flor-de-topete é uma ave apodiforme da família Trochilidae.
Seu nome científico significa: do (grego) stephanos = coroa; e oxus = forma; e de lalandi = epônimo em homenagem ao naturalista e explorador francês Pierre Antoine Delalande (1787-1823) coletor de espécies no Brasil em 1816. ⇒ (Pássaro de) Delalande com coroa em forma (de topete).
Mede cerca de 8,5 centímetros de comprimento.
O macho adulto apresenta a coroa na coloração verde, larga faixa azul que parte da garganta e se estende até o ventre, face cinza e manto com tons dourados. As retrizes externas apresentam as pontas brancas, porém menores do que em seu congênere (Stephanox loddigesii). As fêmeas desta subespécie apresentam a garganta peito e ventre acinzentados, coroa e manto verdes. As duas retrizes centrais da fêmea desta subespécie são totalmente verdes. É verde no dorso com preto e branco nos cantos da cauda parda. Os machos jovens e as fêmeas são verdes no dorso e cinza claros no ventre, com uma pinta branca atrás dos olhos; o bico é curto e reto.
Alimenta-se de néctar e pequenos insetos. Frequentemente visita as flores de brincos-de-princesa, amoras-do-campo, eucaliptos e bromélias.
Durante a côrte, o macho adejando ao redor da fêmea levanta o seu topete, executa música instrumental com as asas (batendo 20 a 33 vezes por segundo) e emite fortes assobios, avançando e recuando no ar até que a fêmea o aceite para cópula. Grupos de 2-5 machos formam o “leque expandido” e cantam baixo nas bordas da mata próximo a riachos para atrair as fêmeas. O ninho é em forma de pequena taça colocado em folhas terminais de varas de bambu ou em ramos de arbustos, a pouca altura, confeccionado de paina e revestido de musgos, hepáticas e líquens fixados com fios de teias de aranha.
Habita campos de altitude com clima frio, atingindo as altitudes máximas da área onde está presente (por exemplo, 2.900 metros nos campos da Serra do Caparaó e no Parque do Itatiaia).
É avistado na vegetação arbustiva e nas matas ciliares dos campos de altitude; aparece em áreas parcialmente desmatadas, mas desaparece de áreas com intensa agricultura.
É encontrado na Mata Atlântica do Sudeste do Brasil, desde o sudoeste do Espírito Santo até as altas elevações das montanhas costeiras do norte de São Paulo, bem como nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro; É, portanto, endêmica do Brasil (Cavarzere et al., 2014).